quinta-feira, 18 de junho de 2015

Há algumas décadas, educar filhos para a maioria das pessoas era aparentemente mais simplificado do que hoje. A educação era aplicada de forma vertical: os pais no topo da linha e os filhos na base dela. Assim, a base devia cumprir tudo o que o topo ordenava.
A geração seguinte de pais, não concordando com a forma com que foi educada, quis educar os filhos de outro modo, proporcionando a eles tudo que seus pais não lhe deram. Ocorreu o oposto, a educação de forma horizontal: a permissividade, a liberdade completa, pais e filhos no mesmo patamar e com os mesmos direitos. Essa geração acreditava na afinidade e na sintonia total. Porém, entendemos que estar em sintonia com os filhos é estar presente, escutar com empatia, compreender o outro e saber o momento de dizer não, assim colocando os limites necessários.
Os jovens que foram criados neste padrão de comportamento, formaram uma geração de adolescentes com vários direitos e poucos deveres, com muita liberdade e pouca responsabilidade e com muita indisciplina e poucos limites. É importante lembrar que a indisciplina não surge de repente, é fruto de um longo processo educativo que se inicia mesmo antes dos filhos nascerem.
Essas crianças possuirão um sério problema na vida escolar, momento em que passarão a viver em sociedade, visto que depois da família, seu primeiro contato social é a escola. Neste espaço deverão respeitar e cumprir regras que até então eram inexistentes em sua vida. Sentir-se-ão como soldados sem armas em um combate.
A criança é um ser em formação e precisa de apoio dos pais durante todo os eu processo educativo. O diálogo é fundamental para que o ser humano possa ter consciência de seus atos, sabendo escolher qual caminho deverá trilhar para uma vida feliz. É importante também que os pais contem sobre sua história, pois eles serão referências para toda a vida. Um filho que não conhece a caminhada de seus pais, não desenvolve um vínculo afetivo, fator primordial para uma educação de qualidade.

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